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Pediculose

pediculose

Etiologia
Infestações por ectoparasitas hematófagos que parasitam o couro cabeludo, tronco e região pubiana.
Agentes: Pediculus humanus capitis (couro cabeludo), Pediculus humanus corporis (corpo) e Phthirus púbis (região pubiana).

Dados epidemiológicos
Mais comum em crianças entre 3 e 11 anos, por transmissão interpessoal.
Fatores de risco: pobreza, pouca higiene e aglomerados.

Manifetações cínicas
Pediculose do couro cabeludo: podemos encontrar a presença das lêndeas aderidas à haste do cabelo, confirmando o diagnóstico. Ocorre prurido intenso com presença de pápulas eritematosas escoriadas. Eczematização, impetiginização e linfadenopatia ocorrem com frequência.
Pediculose do corpo: presença de pápulas e manchas eritematosas ou urticas com pontos purpúricos centrais. O parasita não fica na pele, fica nas roupas. Infecção secundária é comum.
Ftiríase: podem ser encontradas manchas hiperpigmentadas (macula cerrulae) na região pubiana. O parasita adulto é encontrado na pele, principalmente nos orifícios dos folículos pilosos, enquanto as lêndeas aderem-se às hastes dos pelos. Impetiginização e linfadenopatia ocorrem com frequência.

Diagnóstico
Clínico e dermatoscopia.
Visualização direta do parasita e lêndeas.

Diagnóstico diferencial
Dermatite seborreica, piedra branca, escabiose, impetigo, prurigo de Hebra.

Tratamento
Ivermectina.
Permetrina 5% loção ou xampu, aplicar e deixar 8 a 12 horas, repetir após 7 dias.
Monossulfiram a 25%.
Lindano a 1%.
Deltametrina a 0,02% em loção podem ser utilizados na ftiríase.
Retirar as lêndeas com o pente fino.

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