Verruga plantar

Etiologia:

Infecções de pele e de mucosas causadas pelo papiloma vírus humano, o HPV.

A transmissão é por contato direto, na maioria dos casos.

Existem diversos subtipos de HPV`s.

Vírus e lesões associadas (principais):

Verrugas palmares, plantares, filiforme, comuns, mirmécia e em mosaico: 1, 2, 4, 27, 57
Verruga plana: 3, 10
Verruga do açougueiro: 7
Verrugas genitais (condiloma acuminado): 6 e 11
Verrugas genitais malignas (papulose bowenóide): 16, 18, 31 e 33
Doença de Heck: 13 e 32
CEC digital e doença de Bowen: 16

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Dados Epidemiológicos:

Verruga plantar: ocorre em qualquer idade, mais comum entre 5 e 25 anos, não tem predileção por sexo.

Verruga vulgar: é mais comum em crianças com idade escolar. A incidência diminui após os 25 anos de idade.

Verruga filiforme: é mais comum na face de adultos e idosos.

Verruga plana: é mais comum em crianças e em atópicos. Sem predileção por sexo.

Verruga genital: é mais comum em adultos jovens sexualmente ativos. Quando ocorrer em crianças pode ser um sinal de abuso sexual, porém, na maioria dos casos, a transmissão ocorre por inoculação local durante a troca das fraldas.

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Manifestações Clinicas:

Verruga vulgar: são pápulas queratósicas, normocrômicas, de superfície irregular e com presença de vasos cutâneos trombosados (melhor visualizado à dermatoscopia). Localizam-se preferencialmente em mãos, dedos e região subungueal.

Verruga plantar: são pápulas ou placas hipequeratósicas, normocrômicas, dolorosas e podem haver vasos trombosados na superfície da lesão. Verrugas tipo “mirmécia” (formigueiro) e tipo “mosaico” são variantes deste subtipo.

Verruga filiforme: são pápulas vegetantes, eritematosas ou normocrômicas, pruriginosas, localizadas em face.

Verruga plana: são pápulas achatadas, normocrômicas ou hipocrômicas, assintomáticas, mais comum em face e membros superiores.

Verruga genital: são pápulas vegetantes, eritematosas ou hipercrômicas que ocorrem na pele e mucosas da região anogenital como o pênis, vulva, vagina, útero, ânus e cavidade oral.

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Diagnóstico:

Clínico, histopatológico, hibridização in situ e PCR.

Histopatológico: presença de coilocitose, acantose, papilomatose e hiperqueratose.

Hibridização in situ e PCR: ajudam a diferenciar o subtipo de HPV.

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Diagnósticos diferenciais:

Queratose seborreica, molusco contagioso, calosidade, acantoma de células claras, siringocistoadenoma papilífero.

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Tratamento:

Crioterapia (crioprobe).

Eletrocirurgia.

Imiquimode a 5% em creme.

Cauterização química (ácido tricloroacético 70% a 90%).

Queratolíticos (ácidos salicílico, lático, retinóides).

Antimitóticos (podofilotoxina a 0,5% em solução ou 0,15% em creme).

Terapia fotodinâmica com ácido aminolevulínico.

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