Tinha negra

Etiologia:

Micose superficial do estrato córneo.

Agente: Hortaea (Exophiala) werneckii, fungo geofílico de comportamento halofílico, mais frequente em solos com alta concentração salina.

Outros agentes relatados: Stenella araguata, Scopulariopsis brevicaulis, Phoma eupyrena e Chaetomium globosum

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Dados Epidemiológicos:

No Brasil, é mais comum em áreas litorâneas. 

Acomete ambos os sexos e todas as idades, porém é mais comum nos jovens em torno dos 20 anos, sendo mais frequente no sexo feminino.

Muitos pacientes relatam hiperidrose associada.

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Manifestações Clinicas:

Ocorre uma mancha acastanhada de pequenas dimensões em região palmar e, eventualmente, em região plantar, pescoço e tórax.

A lesão é assintomática.

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Diagnóstico:

Clínico, dermatoscopia, microscopia confocal, micológico direto, cultural e histopatológico.

Dermatoscopia: padrão de espículas pigmentadas com aspecto salpicado, não respeitando os dermatóglifos.

Histopatológico: pele com aspecto normal e hifas demáceas septadas e ramificadas na camada córnea. Pode haver acantose e mínimo infiltrado inflamatório linfocitário perivascular.

Colaração: H&E

Micológico direto: hifas septadas demáceas e ramificadas, geralmente curtas, irregulares e tortuosas.

Cultura (em ágar Sabouraud): colônias negro-oliváceas, com brilho metálico e bordas bem definidas, com aspecto de “gotas de petróleo” .

Cultura (microcultivo): hifas septadas demáceas com conídios que se assemelham a células leveduriformes, com divisão por cissiparidade.

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Diagnósticos diferenciais:

Nevo melanocítico adquirido, melanoma, púrpuras, doença de Addison.

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Tratamento:

Antifúngicos tópicos: derivados imidazólicos, ciclopirox olamina, terbinafina e butenafina.

Queratolíticos tópicos.

Abrasões mecânicas podem ajudar.

Não há tendência a recidivas.

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