Rosácea

Etiologia:

Incerta.

É uma doença inflamatória crônica da face em decorrência a diversos fatores.

Fatores associados: predisposição genética, sistema imunológico inato aberrante, radiação UV, desregulação neurovascular, disfunção de barreira epidérmica e micróbios (ácaros Demodex folliculorum e brevis, Staphylococcus aureus).

Fatores desencadeantes: alimentos e bebidas quentes, condimentadas, bebidas alcoólicas, psicológico, infestação pelo ácaro Demodex folliculorum, luz solar, calor, vento, frio, doenças gastrointestinais, hipertensão arterial, etc.

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Dados Epidemiológicos:

Doença comum.

Inicia na terceira década de vida e seu pico ocorre entre os 40 e 50 anos de idade.

É raro em crianças e adolescentes.

As mulheres são mais acometidas. (3:1)

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Manifestações Clinicas:

As lesões cutâneas da rosácea ocorrem de diferentes maneiras.

Rosácea vascular / eritematotelangiectásica (subtipo 1): episódios duradouros de eritema e calor facial com ou sem telangiectasias. Tipicamente acome pessoas com fototipos 1 e 2.

Rosácea papulopustulosa (subtipo 2): presença de eritema, pápulas eritematosas e pústulas nas áreas convexas da face (frontal, malares, nariz, mento) e couro cabeludo.

Rosácea fimatosa (subtipo 3): mais comum nos homens, espessamento cutâneo, irregularidade da superfície da pele com aumento de volume local. Pode ocorrer em nariz (rinofima), orelha (otofima), mento (gnatofima), testa (mentofima) e pálpebras (blefarofima).

Rosácea ocular (subtipo 4): presença de telangiectasias, eritema e irritação local persistente.

Rosácea granulomatosa: são pápulas eritematoacastanhadas secundária à inflamação granulomatosa.

Doença de Morbihan: distúrbio facial raro associado à rosácea, caracterizado por edema progressivo e persistente, assintomático e sem depressões, na região central superior da face. 

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Diagnóstico:

Clínico.

Histopatológico (muda de acordo com a lesão):

Rosácea vascular: presença de ectasia de vasos, edema, infiltrado linfocitário perifolicular e perivascular.

Rosácea pápulo-pustulosa: encontramos infiltrado inflamatório perifolicular com linfócitos, histiócitos e neutrófilos, vasos ectásicos, Demodex follicularum nos folículos e pústulas foliculares variáveis.

Rosácea fimatosa: ocorre hiperplasia sebácea, ectasia vascular e infiltrado linfocítico.

Rosácea granulomatosa: presença de infiltrado granulomatoso perifolicular.

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Diagnósticos diferenciais:

Acne vulgar, dermatite perioral, lúpus eritematoso, sarcoidose, erupção polimorfa à luz, granulose rubra do nariz.

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Tratamento:

Evitar os fatores desencadeantes.

Fotoproteção rigorosa.

Ivermectina 1% em gel, tópico, 1x/dia.

Metronidazol 0,75%, tópico, 1 ou 2x/dia.

Ácido azelaico 20%, tópico, 2x dia.

Doxiciclina 40mg/dia (30mg liberação rápida/10mg liberação lenta), não disponível no Brasil.

Doxiciclina 50-100 mg, VO, 1 ou 2x/dia, por 6 a 12 semanas.

Tetraciclina 500 mg, VO, duas vezes ao dia, por 6 a 12 semanas.

Metronidazol 200 mg, VO, duas vezes ao dia, por 4 a 6 semanas.

Isotretinoína 10 a 40 mg por dia, VO (indicado para rinofima).

Laser de corante pulsado (melhor opção para telangiectasias).

Luz intensa pulsada (telangiectasias).

Cirurgia ou lasers ablativos para rinofima.

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