Pitiríase versicolor

Etiologia:

Micose superficial não inflamatória.

É uma infecção crônica da camada córnea causada por leveduras do gênero Malassezia.

Leveduras do gênero Malassezia são membros da biota normal da pele e passam a determinar manifestações clínicas sob algumas condições.

Fatores associados: hiper-oleosidade, hiper-hidratação, pouca higiene pessoal, desnutrição, avitaminoses, gravidez, diabete, doença de Cushing, corticoterapia prolongada, terapia parenteral, contraceptivo oral e imunodeficiência.

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Dados Epidemiológicos:

Distribuição universal, ocorrendo em todas as raças e sexos.

Associada aos climas quentes e úmidos.

Comum na adolescência devido a atividade hormonal.

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Manifestações Clinicas:

São placas descamativas, circunscritas de limites precisos e distribuição irregular, inicialmente, são perifoliculares e apresentam uma descamação fina. Localizam-se em áreas oleosas do corpo, como o tronco, ombros, pescoço e a face.

A coloracão é variável, do branco ao acastanhado, podendo ser eritematosa.

As lesões costumam ser assintomáticas, com exceção feita às formas eritematosas, normalmente, pruriginosas.

As lesões em atividade sofrem rachaduras quando esticadas, é o sinal de Zireli.

O sinal da unha consiste em passar a unha sobre a lesão, com a finalidade de observar a descamação.

A pitiríase versicolor atrófica é uma forma rara, as lesões são deprimidas devido o uso crônico de corticoides tópicos.

Uma variante clínica com intensa despigmentação pode ocorrer em pessoas de fototipo alto, denominada acromia parasitária.

Outras variantes clínicas: rubra (máculas eritematosas); nigra (manchas enegrecidas); e alba.

As hipocromias residuais são resultantes da inibição da reação dopa-tirosinase por ácidos dicarboxílicos produzidos pelo fungo quando em meio gorduroso.

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Diagnóstico:

Clínico, lâmpada de Wood, micológico direto e cultura (em meios enriquecidos com óleo de oliva ou bile de boi).

Lâmpada de Wood: revela fluorescência amarelada ou prateada.

Exame direto: realizado em material coletado por fita adesiva transparente (sinal do Porto), mostra células leveduriformes, agrupadas, semelhantes a “cachos de uva”, e fragmentos de pseudo-hifas curtos e grossos. O material pode ser apenas clarificado com KOH, corado com tinta azul lavável ou Gram.

Cultura (microcultivo): células leveduriformes com aspecto em “garrafa de boliche”.

Cultura (macrocultivo): colonia leveduriforme de coloração braco-amarelada.

Histopatológico: no HE, células globosas, células com formato de “garrafa de boliche” e pseudo-hifas curtas podem ser observadas na camada córnea, que apresenta discreta hiperqueratose. Em lesões eritematosas e pruriginosas, pode ser observado infiltrado perivascular rico em linfócitos na derme superficial. As estruturas fúngicas são melhor visualizadas no PAS e Grocott.

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Diagnósticos diferenciais:

Tratamento:

Tratamento tópico: agentes queratolíticos, hipossulfito de sódio 20%, sulfeto de selênio, derivados imidazólicos ou derivados morfolínicos.

Tratamento sistêmico: itraconazol 200mg/dia por 5 a 7 dias, ou fluconazol 300mg/semana por 2 semanas.

Profilaxia: itraconazol 400mg/mês por 6 meses, ou fluconazol 450mg/mês por 6 meses.

Exposição solar ou fototerapia com UVB-NB podem ser recomendadas para acelerar a repigmentação das hipocromias residuais.

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