É uma doença inflamatória crônica, que cursa com lesões eritêmato-descamativas.
A sua etiologia permanece desconhecida, porém, alguns autores evidenciaram a possibilidade da doença representar estágios diferentes de um distúrbio linfoproliferativo.
As formas de parapsoríase em pequenas e em grandes placas podem ser compreendidas como formas de dermatite clonal, embora apenas a forma em grandes placas pareça ter algum risco de evoluir para micose fungoide.
Ambas as formas são caracterizadas por infiltrado linfocitário cutâneo superficial, composto principalmente por células T (CD4+).
Acomete mais o sexo masculino (3:1).
É mais comum em idosos e pessoas de meia idade, com pico de incidência entre os 40 e 50 anos de idade, embora crianças possam ser acometidas.
Não têm preferência étnica.
Parapsoríase de pequenas placas: são manchas ou placas, eritematosas, numulares ou anulares, levemente descamativas, com até 5 cm de diâmetro, persistentes, localizadas em tronco e membros inferiores. As lesões que possuem um halo amarelado são denominadas xantoeritrodermia perstans.
Há uma variante clínica, a dermatose digitiforme, caracterizada por lesões de aspecto digitiforme, simetricamente distribuídas em flancos. Esta variante pode ter placas maiores que 5cm de diâmetro no seu maior eixo.
Parapsoríase de grandes placas: ocorrem placas, eritematosas e acastanhadas, descamativas, de formato irregular e maiores que 5cm de diâmetro. Lesões poiquiloidérmicas podem ou não estar presentes. As lesões ocorrem em áreas cobertas, como no tronco e próximo às grandes articulações (ombros e quadris). O quadro é persistente e pode evoluir para micose fungoide.
“Parapsoríase retiforme” ou “parapsoríase “veriagata” ou “parapsoríase liquenoide” é uma variante da parapsoríase em grandes placas na qual há placas disseminadas, mal-definidas em um padrão reticulado ou em “listras de zebra”.
Clínico, histopatológico, imuno-histoquímica.
Histopatológico: muda de acordo com a apresentação clínica.
Parapsoríase de pequenas placas: leve dermatite espongiótica, com focos de paraqueratose e exocitose de linfócitos pequenos.
Na derme, ocorre um discreto infiltrado linfo-histiocitário perivascular superficial e edema.
Parapsoríase de grandes placas: presença de infiltrado linfocítico dérmico superficial disposto em faixa na junção dermoepidérmica. Podem ser observados linfócitos pequenos de maneira isolada. Alguns casos de parapsoríase em grandes placas são indistinguíveis do estágio em placas da micose fungoide e podem conter células linfoides atípicas.
Imuno-histoquímica: CD4+
Psoríase, sífilis secundária, pitiríase rósea de Gilbert, dermatofitose, eczema numular, dermatite de contato.
Corticoides tópicos (nível 2 de evidências).
Fototerapia PUVA e UVB-NB (nível 2 de evidências).
Luz solar (nível 2 de evidências).
Bexaroteno tópico (nível 2 de evidências).
Inibidores de calcineurina tópicos (nível 3 de evidências).
Imiquimode tópico (nível 3 de evidências).
Derivados do coaltar (nível 3 de evidências).
Na fase inicial, os pacientes devem ser acompanhados com testes histológicos a cada 3 meses, caso não haja mudança clínica, os testes podem ser realizados a cada 6 a 12 meses.