Nevo epidérmico verrucoso

Etiologia:

É sugerido que os nevos epidérmicos sejam originários de células pluripotentes na camada basal da epiderme embrionária.

O mosaicismo, que ativa mutações no gene que codifica o receptor do fator de crescimento de fibroblastos (FGFR3), foi demonstrad0 nos nevos epidérmicos “comuns”.

Mutações no gene FGFR3 foram associadas à displasia tanatofórica, um distúrbio caracterizado por acantose nigricante generalizada, nanismo, encurtamento dos membros, malformação craniofacial grave, defeitos no SNC e morte perinatal.

Foram relatadas mutações no gene PIK3CA, também descritas nas queratoses seborreicas.

Alterações do oncogene KRAS também foram descritas.

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Dados Epidemiológicos:

A incidência estimada é de 1 para cada 1.000 nascidos.
Não tem predileção por sexo.
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Manifestações Clinicas:

A idade de surgimento do nevo epidérmico pode variar desde o nascimento até os 14 anos de idade, sendo que 80% dos casos surgem no primeiro ano de vida.

A lesão é caracterizada por pápulas ou placas bem circunscritas, hiperpigmentadas, papilomatosas, assintomáticas. O nevo costuma ser uma lesão linear única, mas, por vezes, múltiplas placas unilaterais ou bilaterais lineares são vistas.

Os nevos epidérmicos podem aumentar em espessura e assumir um aspecto verrucoso, especialmente sobre à áreas flexoras, como o pescoço.

As lesões acompanham as linhas de Blaschko, podendo ter uma interrupção abrupta na linha média.

Os locais mais acometidos são o tronco, pescoço e extremidades.

Neoplasias como CBC e CEC/queratoacantoma podem, raramente, surgir em associação com nevos epidérmicos.

Nevus unius lateris: extenso envolvimento unilateral.

Ictiose histrix (nevo epidérmico sistematizado): extenso envolvimento bilateral.

Síndrome do nevo epidérmico (Sd. de Solomon ou Sd. Schimmelpenning): nevo epidérmico verrucoso ou nevo sebáceo, associado com alterações no SNC, olhos e esqueleto.

Síndrome CLOVE: a sigla representa os achados clínicos (em inglês), Congenital, Lipomatous, Overgrowth, Vascular malformation, Epidermal Nevi and Spinal/Skeletal anomalies.

Síndrome SOLAMEN: a sigla representa os achados clínicos (em inglês), Segmental Overgrowth, Lipomatosis, Arteriovenous Malformation and Epidermal Nevus.

Síndrome de Proteus: caracterizado por supercrescimento assimétrico e desproporcional (progressivo e distorcido) de múltiplos tecidos, além de malformações hamartomatosas múltiplas, que podem resultar em nevos epidérmicos.

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Diagnóstico:

Clínico, histopatológico.

Histopatológico: hiperplasia epidérmica, hiperqueratose, acantose e papilomatose (morfologia idêntica da queratose seborreica).
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Diagnósticos diferenciais:

Tratamento:

Excisão cirúrgica (é curativa, mas recidivas são frequentes).
Corticoides tópicos (benefícios limitados).
Ácido retinoico (benefícios limitados).
Alcatrões (benefícios limitados).
Antralina (benefícios limitados).
5-fluorouracil (benefícios limitados).
Podofilina (benefícios limitados).
Ablação por laser (pode ajudar).
Retinoides sistêmicos (ajudam a diminuir a espessura de grandes lesões).
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