Erupção cutânea ocasionada pela penetração acidental e migração das larvas dos ancilóstomos que infectam cachorros e gatos domésticos. Em geral, a infecção é adquirida pela pessoa que entra em contato com o solo contaminado por fezes de animais.
A larva migra pela epiderme pois não possui colagenase, substância necessária para romper a membrana basal.
Agentes infecciosos: Ancylostoma braziliense, Ancylostoma caninum e Uncinaria stenocephala.
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Infecção de distribuição mundial.
É mais frequente em climas quentes.
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Após a penetração da larva na pele, os pacientes apresentam um prurido intenso localizado. Depois de alguns dias, surgem pequenas vesículas e/ou um ou mais trajetos edematosos serpinginosos. Cada larva produz um trajeto e a velocidade de migração é de 1 a 2 cm por dia.
Os locais mais acometidos são as extremidades inferiores, nádegas, mãos, coxas e, raramente, a área perianal.
A doença é autolimitada, desaparecendo após semanas ou meses.
Complicações: impetigo, reações alérgicas, síndrome de Loeffler (infiltrados pulmonares migratórios e eosinofilia periférica).
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Clínico.
Histopatológico: é incomum a visualização direta da larva, mas, ocasionalmente, ela pode ser encontrada na epiderme. Na derme, ocorre um infiltrado inflamatório misto composto por linfócitos, histiócitos e eosinófilos.
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Dermatite de contato alérgica, impetigo, dermatofitose, miíase, larva currens (autoinfecção com Strongyloides stercoralis), prurido do solo (parasitose intestinal que penetra na pele, causada por A. duodenale e Necator americanus).
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Ivermectina 12mg VO em dose única (adultos), ou 150mcg/kg (em crianças).
Albendazol 400-800mg/dia por 3-5 dias (adultos), ou 10-15mg/kg/dia (em crianças).
Tiabendazol tópico 10-15% (pouco efetivo).
Crioterapia (raramente suficiente).
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