Ictiose ligada ao X

Etiologia:

Genodermatose causada por uma delação completa no gene STS, no cromossomo Xp22.32 (em 90% dos casos).

Resulta em um distúrbio de queratinização devido a deficiência da enzima esteroide sulfatase (arilsulfatase C).

Herança recessiva, ligada ao cromossomo X.

Mulheres grávidas com o feto afetado, a deficiência da enzima resulta em níveis baixos ou ausentes do estrógeno na urina e no líquido amniótico, como resultado, o trabalho de parto é problemático e demora para se iniciar.

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Dados Epidemiológicos:

Acomete apenas o sexo masculino.

Ocorre em 1:2.000 a 1:9.500 nascimentos.

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Manifestações Clinicas:

As lesões são identificadas nos primeiros dias de vida, ocorrem eritrodermia e escamas generalizadas. Durante a infância, surgem as escamas escuras e grosseiras, melhor observadas em torno das orelhas, região cervical (“pescoço sujo”), tronco, região periumbilical e membros. As escamas podem poupar, ou não, as áreas flexurais.

Os cabelos, unhas e  regiões palmoplantares, normalmente, são poupados.

Podem ocorrer opacidades das córneas, criptorquidia, câncer testicular, hipogonadismo, alterações neurológicas, defeitos de parede abdominal, hipertrofia de piloro, leucemia linfoblástica aguda.

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Diagnóstico:

Dosagem da enzima esteroide sulfatase, eletroforese de lipoproteínas, dosagem de sulfato de colesterol, mapeamento genético e dosagem de estrógenos na urina da gestante.

Histopatológico: presença de hiperortoqueratose, discreta acantose com a granulosa levemente aumentada. Os achados são sutis.

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Diagnósticos diferenciais:

Ictiose vulgar e outras ictioses.

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Tratamento:

Uso de hidratantes, emolientes e queratolíticos.

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