Foliculites eosinofílicas

Etiologia:

Abordaremos as três formas de foliculites eosinofílicas.

Doença de Ofuji (foliculite pustular eosinofílica): a patogênese é desconhecida.

Foliculite eosinofílica associada à AIDS: pouco se sabe sobre a patogênese da doença. Está implicado ao padrão Th2, pois os níveis de RNAm, IL-4, IL-5, RANTES e eotaxina estão elevados na pele lesionada.

Foliculite pustulosa da infância: a etiologia é desconhecida.

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Dados Epidemiológicos:

Doença de Ofuji (foliculite pustular eosinofílica): relativamente rara, e a maioria dos casos vem do Japão. É mais comum em homens (5:1), após os 30 anos de idade. Há relatos em crianças.

Foliculite eosinofílica associada à AIDS: ocorre em pacientes com CD4 abaixo de 200 células.

Foliculite pustulosa da infância: ocorre em crianças com menos de 1 ano de idade, preferencialmente, no sexo masculino.

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Manifestações Clinicas:

Doença de Ofuji (foliculite pustular eosinofílica): ocorrem surtos recorrentes com início súbito, de pápulas e pústulas foliculares, agrupadas e muito pruriginosas. Algumas lesões podem coalescer e crescer de forma centrífuga, assumindo um aspecto anular ou serpiginoso.

Tipicamente, áreas com folículos “sebáceos” são acometidas, como face, dorso e superfície extensora dos braços. Dedos, palmas e plantas podem estar afetados, o que comprova que nem todas as lesões são foliculares. As lesões duram de 7 a 10 dias e recidivas ocorrem a cada 3-4 semanas. Os pacientes não apresentam sintomas sistêmicos associados.

Foliculite eosinofílica associada à AIDS (ou imunossupressão): é caracterizada por uma erupção de pápulas foliculares, eritematosas e urticariformes. Os locais mais acometidos são o couro cabeludo, a face e parte superior do tronco. As lesões são pruriginosas.

Foliculite pustulosa da infância: o quadro inicia antes de 1 ano de idade, muitas vezes, nas primeiras 24 horas de vida. Surgem pústulas foliculares pruriginosas e vesicopústulas
com base eritematosa, principalmente no couro cabeludo, mas a face, o pescoço, o tronco e extremidades podem ser acometidos.

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Diagnóstico:

Clínico, hemograma, sorologia para HIV e histopatológico.

Histopatológico: a bainha radicular externa do folículo é espongiótica e contém eosinófilos. Há linfócitos e eosinófilos perivasculares e intersticiais.

Na doença de Ofuji, predominam os microabscessos eosinofílicos.

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Diagnósticos diferenciais:

Doença de Ofuji (foliculite pustular eosinofílica): outras foliculites.

Foliculite eosinofílica associada à AIDS (ou imunossupressão): outras foliculites.

Foliculite pustulosa da infância: eritema tóxico neonatal, melanose pustulosa transitória neonatal, escabiose, histiocitose de células de Langerhans e acropustulose infantil.

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Tratamento:

Doença de Ofuji (foliculite pustular eosinofílica): indometacina oral 50mg/dia (primeira linha); fototerapia UVB-NB (segunda linha); minociclina oral 100mg/2x/dia (segunda linha); dapsona 100-200mg/dia (segunda linha); anti-histamínicos; corticoide e tracolimos tópicos (para o prurido).

Foliculite eosinofílica associada à AIDS (ou imunossupressão): terapia antirretroviral, antipruriginosos orais e tópicos; fototerapia com UVB-NB; permetrina tópica; itraconazol 100-400mg/dia; antibióticos orais; isotretinoína oral (0,5-1,5mg/kg/dia, por 4 semanas).

Foliculite pustulosa da infância: o quadro é autolimitada. Corticoides tópicos e anti-histamínicos ajudam a aliviar os sintomas.

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