Doença de Darier (queratose folicular)

Etiologia:

Genodermatose de herança autossômica dominante.

Ocorre por mutações do gene ATP2A2, que resultam em disfunções do cálcio intracelular, provocando apoptose e acantólise da epiderme.

É um distúrbio de queratinização epidérmica com achados mucocutâneos característicos.

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Dados Epidemiológicos:

Doença incomum.

A incidência estimada é de 4 por 1 milhão de pessoas, em 10 anos.

Homens e mulheres são igualmente afetados.

A gravidade clínica varia entre as pessoas da mesma família.

Há piora do quadro no verão.

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Manifestações Clinicas:

A doença começa a se manifestar entre os 6 e 20 anos de idade, com pico de incidência durante a puberdade.

As lesões iniciais são pápulas queratósicas, nas áreas seborreicas do corpo (tronco superior, couro cabeludo, face e região lateral do pescoço). Vesículas e bolhas são raras (descartar eczema herpético).

Pápulas achatadas podem ser vistas no dorso das extremidades e regiões interdigitais.

Em alguns casos, massas maceradas e vegetantes são vistas em axilas e virilhas.

Os pacientes se queixam de prurido e odor fétido na pele.

Pápulas palmoplantares hiperqueratósicas e depressões cheias de queratina são quase sempre encontrados.

Na cavidade oral, podemos encontrar pápulas esbranquiçadas e indolores em palato, gengiva, mucosa bucal e língua.

Achados ungueais: sulcos, leuconíquias e eritroníquias longitudinais, e distrofia da lâmina em forma de V (visto na borda livre da unha).

A doença de Darier segue um curso crônico, sem remissão espontânea.

O quadro se agrava no verão.

Variantes clínicas incomuns: hemorrágico acral, tipos segmentares 1 e 2 (seguem as linhas de Blaschko).

Complicações da doença: infecções secundárias, obstruções de glândulas salivares, transtornos neuropsiquiátricos, complicações oculares, neoplasias cutâneas (CEC).

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Diagnóstico:

Clínico e histopatológico.

Histopatológico: presença de disqueratose com acantólise supra basilar.

Nas camadas espinhosa e granulosa, encontramos os corpos redondos (queratinócitos disqueratósicos com núcleo redondo excêntrico circundado por halo claro e citoplasma eosinofílico).

Na camada córnea, podemos encontrar os grãos (pequenas células eosinofílicas ovais com núcleos em forma de charuto).

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Diagnósticos diferenciais:

Tratamento:

Medidas gerais (usar roupas leves, evitar calor).

Sabonetes antissépticos (evitar colonização bacteriana).

Emolientes e queratolíticos (ácido salicílico, ureia).

Retinoides tópicos e corticoides tópicos de média potência.

5-fluoruracila 1-5% tópico (pode ser eficaz).

Calcipotriol (não mostrou benefícios).

Retinoides sistêmicos (isotretinoína e acitretina) são efetivos, porém, não recomendados para as formas bolhosa ou intertriginosa da doença.

Ciclosporina (casos graves que não respondem aos retinoides).

Excisão cirúrgica, dermoabrasão, lasers (érbio:YAG e CO2).

Terapia fotodinâmica.

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