Dermatofibroma (histiocitoma fibroso benigno)

Etiologia:

Incerta.

Fatores associados: ruptura de cisto, picada de inseto, pelo encravado, etc.

Dermatofibromas eruptivos podem estar associados ao HIV, neoplasias, LES, dermatite atópica, dislipidemia, doença de Graves, efalizumab, metotrexato e corticoides.

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Dados Epidemiológicos:

É o segundo tumor fibrohistiocitário mais frequente da pele (após os acrocórdons).

Acomete adultos jovens entre 20 e 40 anos.

É mais frequente nas mulheres.

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Manifestações Clinicas:

É uma pápula firme de 3 a 10 mm de diâmetro, com a coloração castanho-escura a negra.

Há predileção pelas extremidades inferiores.

Pode apresentar dor e prurido.

À palpação, observamos o sinal de Fitzpatrick (sinal da casa de botão).

Variantes clínicas: nodular pigmentado; não-pigmentado; atrófico; gigante; subcutâneo; múltiplos agrupados; disseminados; de locais incomuns (face, dedos, subungueal, palmoplantar, couro cabeludo); histiocitoma fibroso lipidizado; erosivo e ulcerado; pedunculado ou polipoide; hiperqueratósico; nodular hemossiderótico; multinodular hemossiderótico; e dermatofibroma com sateliose.

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Diagnóstico:

Clínico, dermatoscopia, histopatológico, imuno-histoquímica.

Dermatoscopia (clássica): apresenta rede pigmentar delicada na periferia da lesão e uma placa branca cicatricial central, pode haver pontos e glóbulos castanhos e vasos puntiforme.

Existem nove padrões descritos na dermatoscopia e, muitas vezes, o aspecto é indistinguível do melanoma.

Histopatológico: na epiderme, encontramos acantose com confluência dos cones epiteliais e pigmentação da camada basal (aspecto de “dedos sujos”).

A derme papilar não é envolvida (zona Grenz).

É uma lesão não encapsulada constituída de células fusiformes em padrão fascicular ou estoriforme com colágeno aprisionado, mais notável na periferia da lesão.

Linfócitos, células xantomatosas, células multinucleadas e células pleomórficas podem ser encontradas na mesma lesão.

Variantes histológicas: celular (histiocitoma fibroso); de poucas células (fibroso, hialinizante, queloidiano); com proeminente componente vascular (“hemangioma” esclerosante); aneurismático (hemorrágico ou hemossiderótico); mimetizando hemangiopericitoma; xantomatoso; colesterótico; liquenoide, erosivo e ulcerado; mixoide; atrófico; subcutâneo; combinado; com células atípicas (com células “monstras” ou psedossarcomatoso);

com células gigantes tipo-osteclastos; com calcificação ou ossificação metaplásica; em paliçada; de célula granular; de células claras; de células em anel de sinete; de células balonizantes; com células epitelioides; com folículos linfoides; com infiltrado eosinofílico; com elastofagocitose; com folicular e/ou sebácea comunicação; com diferenciação miofibroblástica; com proliferação de fibras nervosas; adenodermatofibroma; e histiocitoma fibroso metastático. Imuno-histoquímica: positividade para o fator XIIIa, Stromelysin-3, actina músculo-específica e CD68.

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Diagnósticos diferenciais:

Nevo melanocítico adquirido, dermatofibrossarcoma protuberante, carcinoma basocelular , melanoma, queloide, granuloma de corpo estranho.

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Tratamento:

Tratamento opcional (não recomendado por motivo estético).

Excisão cirúrgica.

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