Dermatite seborreica

Etiologia:

Doença inflamatória crônica da pele.

Fatores associados: Malassezia furfur (pityrosporum ovale), atividade das glândulas sebáceas, alteração da composição dos lipídios da pele (elevação de triglicerídeos e colesterol; diminuição de esqualeno e ácidos graxos livres), resposta imune ao fungo e HIV.

A forma infantil ocorre por estímulo das glândulas sebáceas por andrógenos maternos.

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Dados Epidemiológicos:

A forma infantil é comum e restrita aos três primeiros meses de vida.

A dermatite seborreica do adulto comete 5% da população, sendo mais frequente nos homens.

Não há predisposição genética nem transmissão vertical.

Os quadros extensos ocorrem em pacientes com doença de Parkinson, epilepsia, paralisia facial, lesão do gânglio trigeminal, poliomielite, siringomielia, obesidade, diabete, etilismo, AIDS e transtornos do humor.

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Manifestações Clinicas:

As formas infantil e adulta são distintas, sendo a primeira autolimitada e restrita aos três primeiros meses de vida.

A forma infantil começa na primeira semana de vida e pode permanecer por alguns meses.

As lesões iniciam com escamas gordurosas no vértex e regiões anteriores das fontanelas, a inflamação e a exsudação podem resultar em escamas grosseiras e mais aderentes conhecidas por “crosta láctea”.

As lesões podem acometer a face, dobras retroauriculares, pescoço, tronco e extremidades proximais, geralmente com lesões menos intensas.

As lesões em axilas e virilhas são intensamente inflamadas e podem apresentar candidíase associada.

No adulto, as lesões eritematodescamativas e pruriginosas ocorrem em áreas seborreicas como o couro cabeludo, glabela, pálpebras (blefarite), porções mediais das sobrancelhas, sulcos nasogenianos, condutos auditivos externos, regiões retroauriculares, pré-esternal e interescapular.

Foliculites, furúnculos e calázio são complicação provocadas pela coçadura do paciente.

Exposição solar, calor, febre e terapias tópicas podem desencadear a doença.

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Diagnóstico:

Clínico e histopatológico, se necessário.

Histopatológico: presença de espongiose leve da epiderme, encimada por paraqueratose compacta, exocitose linfocítica, infiltrado moderado perivascular e superficial de linfócitos, histiócitos e alguns eosinófilos.

Em alguns casos, há presença de pitirosporos na camada córnea.

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Diagnósticos diferenciais:

Forma infantil: dermatite atópica, dermatite de contato irritativa, candidíase, psoríase infantil, doença de Leiner, sd. Letterer-Siwe, sd. Wiskott-Aldrich, tinha do cabelo, pitiríase amiantácea.

Forma do adulto: psoríase, lúpus eritematoso sistêmico, rosácea, dermatite de contato, eritrasma, histiocitoses das células de Langerhans.

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Tratamento:

Forma infantil: emolientes, cremes antifúngicos (cetoconazol 2%), corticoide de baixa potência (lesões inflamadas) e evitar irritantes.

No adulto: aplicação tópica de antifúngicos, em forma de loções ou xampus; corticoides tópicos (lesões inflamadas); xampus de alcatrão (segunda linha) e inibidores de calcineurina tópicos (segunda linha); isotretinoína oral 2,5-5mg/3xsemana (casos extensos).

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