Dermatite perioral (dermatite periorificial)

Etiologia:

Desconhecida.

Muito associada ao uso inadvertido de corticoide tópico no rosto.

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Dados Epidemiológicos:

É mais comum em mulheres adultas.

Em crianças e adolescentes não há predileção por sexo.

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Manifestações Clinicas:

As lesões iniciam com eritema, depois surgem pápulas e pústulas restritas aos folículos vellus.

Iniciam em sulcos nasogenianos e progridem em direção ao queixo, bilateralmente, formando um halo claro ao redor da boca (patognomônico).

Pode haver acometimento periocular e nas narinas.

Não há presença de comedões.

O quadro é crônico e pode ser agravado por escoriações, higiene excessiva e exposição ao sol.

A variante granulomatosa ocorre mais em crianças negras, costuma ser iniciado pelo uso de corticoide tópico e caracteriza-se por múltiplas pápulas acastanhadas de aspecto lupoide.

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Diagnóstico:

Clínico, questionar o uso de corticoide tópico.

Histopatológico: apresenta infiltrado inflamatório linfo-histiocitário inespecífico e espongiose.

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Diagnósticos diferenciais:

Rosácea, dermatite seborreica, acne vulgar, lúpus eritematoso sistêmico, dermatite de contato, demodecidose, candidíase e tinha de face.

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Tratamento:

Retirada de corticoide e cosméticos.

Doxiciclina 100-200mg/dia, VO, por 6-8 semanas.

Tetraciclina 500mg-1g/dia, VO, por 6-8 semanas.

Isotretinoína 10mg/dia, por 2 a 3 meses (casos resistentes).

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