Celulite

Etiologia:

Infecção bacteriana da derme e subcutâneo.

Agentes: Staphylococcus aureus (mais comum), Streptococcus pyogenes, H. influenzae (crianças e imunocomprometidos).

Fatores de risco: imunocomprometidos, diabete, linfedema, alcoolismo, abuso de drogas intravenosas, doença vascular periférica.

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Dados Epidemiológicos:

Não há predileção por sexo.

Todas as faixas etárias podem ser acometidas.

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Manifestações Clinicas:

Presença de eritema mal delimitado, edema e dor local, lesões graves podem apresentar bolhas, pústulas e áreas necróticas.

Pode haver sintomas sistêmicos (febre, linfadenomegalia e leucocitose).

Ocorre em locais com solução de continuidade, causado por traumas ou processos inflamatórios locais.

Lesões em cabeça e pescoço são mais comuns em crianças e imunocomprometidos.

Complicações: glomerulonefrite aguda (cepa nefritogênica de estreptococos), linfadenite, endocardite bacteriana subaguda e dano linfático.

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Diagnóstico:

Clínico, hemograma, cultura e coloração de Gram, hemocultura.

Histopatológico: encontramos um infiltrado inflamatório leve a moderado constituído por linfócitos e neutrófilos na derme e hipoderme.

O edema pode provocar bolhas com clivagem subepidérmica.

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Diagnósticos diferenciais:

Angioedema adquirido, erisipela, policondrite recidivante, trombose venosa profunda.

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Tratamento:

Doxiciclina, cefalexina ou clindamicina, por 10 dias.

Empiricamente, devemos cobrir S. aureus resistentes a meticilina (MRSA), sulfametoxazol–trimetropina por 10 dias é boa opção.

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