Carcinoma verrucoso

Etiologia:

Considerado um tipo especial de CEC.

É consenso que são variações topográficas as três principais variantes da doença.

Tumor de Buschke-Löwenstein (condiloma acuminado gigante), tumor de Aeckerman (papilomatose oral florida) e o epitelioma cuniculatum plantar formam o grupo de carcinomas verrucosos, variantes bem diferenciadas de carcinomas espinocelulares.

Os carcinomas verrucosos são localmente invasivos e destrutivos, mas raramente podem causar matástases para linfonodos regionais.

Fatores de risco: inflamação crônica, cicatrizes, leucoplasia, tabagismo, álcool, infecção por HPV

Os carcinomas verrucosos são relacionados ao HPV, sendo os tipos 2, 6, 11, 16, 18 e 34 os mais comuns.

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Dados Epidemiológicos:

Mais comum em caucasianos.

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Manifestações Clinicas:

Tumor de Buschke-Löwenstein: grande tumor exofítico que acomete as regiões peniana (em não circuncidados), vaginal, cervical, perianal e perirretal. Na bexiga, relaciona-se com a esquistossomíase. A morbidade é alta. A adenopatia, geralmente, ocorre por infecções secundárias.

Tumor de Aeckerman (papilomatose oral florida): papiloma exofítico, semelhante a uma couve-flor, que ocorre em cavidade oral. É mais comum na mucosa geniana, mas pode ocorrer na faringe e laringe. Pode apresentar erosões ósseas. A adenopatia, geralmente, ocorre por infecções secundárias.

Epitelioma cuniculatum: é uma placa ou nódulo verrucoso e hiperqueratósico que pode sofrer erosões e acometer ossos, ocorre na superfície plantar. Onicólise eventualmente ocorre, assim como a transposição interóssea do tumor.

Carcinoma verrucoso cutâneo: termo utilizado para os demais carcinomas verrucosos.

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Diagnóstico:

Clínico, histopatológico, ressonância magnética.

Histopatológico: presença de lóbulos de epitélio escamoso com alto grau de diferenciação, quase sempre com ausência de atipias. Os lóbulos se aprofundam na derme e tecido subcutâneo com as bordas rombas e não infiltrativas. Queratinização proeminente, formação de microabscessos intraepiteliais e inflamação crônica são achados comuns.

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Diagnósticos diferenciais:

Carcinoma espinocelular, verrugas virais, queratoacantoma, paracoccidioidomicose, poroma écrino, tuberculose cutânea, miceoma etc.

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Tratamento:

Excisão cirúrgica.

Cirurgia micrográfica de Mohs.

Cirurgias amplas e desfigurantes podem ser necessárias.

Imiquimode intrarretal ou anal pode ser eficaz no tratamento do tumor de Buschke-Löwenstein já tratadas com cirurgia.

Metotrexato prévio à cirurgia no tumor de Aeckerman diminui a extensão deste.

Radioterapia (é contra-indicado).

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