Anetodermias

Etiologia:

Surgem em consequência da destruição ou diminuição de fibras elásticas, localmente.

Podem ser idiopáticas (anetodermias primárias) ou relacionadas com processos inflamatórios (anetodermias secundárias).

Infecções associadas: molusco contagioso, varicela, foliculites, HIV, tuberculose, hanseníase, sífilis, vacina para hepatite B.

Medicamento associado: penicilamina.

Doenças inflamatórias associadas: acne, mastocitose, líquen plano, sarcoidose, granuloma anular, etc.

Doenças autoimunes associadas: LES, síndrome do anticorpo antifosfolipídeos, doença de Graves, doença de Addison, etc.

Tumores associados: hemangioma, dermatofibroma, pilomatricoma, dermatofibroma, etc.
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Dados Epidemiológicos:

É mais comum em mulheres entre 15 e 25 anos de idade.
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Manifestações Clinicas:

Surgem pequenas placas atróficas ou protusas, geralmente múltiplas, localizadas no tronco.

A textura da pele fica amolecida e acaba invaginando quando apertada.

Pode haver lesões inflamatórias prévias.

Tipo Jadassohn-Pellizzari (anetodermia primária): com lesões inflamatórias precedentes.

Tipo Schweninger-Buzzi: (anetodermia primária): sem lesões inflamatórias precedentes.
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Diagnóstico:

Clínico e histopatológico.

Histopatológico: redução ou fragmentação de fibras elásticas da derme papilar. Nas lesões recentes encontramos linfócitos, histiócitos, neutrófilos e eosinófilos perivasculares. A epiderme é normal.

Colorações: Weigert e Verhöef-van Gieson
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Diagnósticos diferenciais:

Esclerodermia, xantomas, nevo lipomatoso, síndrome de Buschke-Ollendorff, síndrome de Goltz e processos de cicatrização.
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Tratamento:

Corticoide intralesional.
Aspirina.
Dapsona.
Hidroxicloroquina.
Excisão cirúrgica.
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