Alopecia androgenética

Etiologia:

Ocorre uma alteração do ciclo normal dos cabelos.

A alopecia androgenética ocorre em pessoas com pré-disposição genética, sendo induzida pelos hormônios andrógenos.
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Dados Epidemiológicos:

Comum em homens.

Nas mulheres, devemos investigar doenças associadas (SOP, prolactinoma, neoplasias malignas, medicamentos, etc.).
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Manifestações Clinicas:

Alopecia masculina (padrão Hamilton): pode ser de aparecimento precoce ou tardio.

Alopecia feminina (padrão Ludwig): ocorre geralmente após os 40 anos, podendo ocorrer antes quando associada a hiperandrogenismo, em ambas as formas, há um aumento no número de fios miniaturizados.
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Diagnóstico:

Clínico, histopatológico, tricograma, dermatoscopia.

Histopatológico: indicado nos casos de dúvida no diagnóstico. Os cortes transversais permitem a visualização da densidade dos folículos pilosos. Fios miniaturizados podem ser observados, com a transformação de pelos terminais em pelos velos. Uma razão terminal/velos menor ou igual 3:1 ( normal  7:1) é considerada disgnóstica. 

Dermatoscopia: pode revelar variação no diâmetro das hastes capilares (anisotricose) com aumento de fios fino, permitindo a identificação e contagem dos fios miniaturizados. Pontos amarelos e hiperqueratose perifolicular também podem ser observados.

Para mulheres: dosagem de testosterona livre e total, diidrotestosterona, LH, FHS, estrona, prolactina sérica, androstenediona, S-DHEA, SHBG e ultrassom transvaginal.

Laboratorial de acordo com o distúrbio hormonal (nas mulheres):

Alopecia de origem familiar: valores normais.

Alopecia de origem adrenal: leve aumento no S-DHEA.

Alopecia de origem ovariana: leve aumento na testosterona livre (S-DHEA é normal).

Alopecia de origem na hipófise: leve aumento na prolactina.
Hiperplasia de adrenal congênita: aumento da 17-hidroxiprogesterona, aumento do ACTH e testosterona livre normal ou levemente aumentada.

Hipercotisolismo (sd. de Cushing): aumento do cortisol, 17-hidroxiprogesterona normal ou levemente aumentado, diminuição do ACTH, aumento do S-DHEA e leve aumento da testosterona livre.

Síndrome dos ovários policísticos: diminuição de FSH, aumento de LH, LH/FSH > 3, S-DHEA normal, testosterona livre normal ou levemente aumentada, diminuição da SHBG, aumento da estrona, resistência insulínica e dislipidemia.

Hipertecose (hiperplasia do estrona cortical): LH, FSH e S-DHEA normais, estrona extremamente elevada e testosterona elevada.

Tumores ovarianos: S-DHEA normal e testosterona livre aumentada.

Adenoma de hipófise: aumento da prolactina.
Doença de Cushing: o ACTH elevado induz o aumento do S-DHEA e do cortisol.

Medicamentos psicogênicos: aumento da prolactina.
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Diagnósticos diferenciais:

Outras alopecias não cicatriciais.
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Tratamento:

Nas mulheres: minoxidil tópico a 2% (solução) e 5% (espuma). Antiandrógenos orais: espironolactona, drosperinona e acetato de ciproterona. Finasterida oral 2,5 -5 mg/dia (após menopausa). Dutasterida 0,5mg / dia. parece ser mais efetiva que a finasterida 5mg/dia (após menopausa).

Nos homens: minoxidil tópico a 2% (solução) e 5% (solução e espuma). Aplicar 1 ml na área afetada 2x dia. Os efeitos colaterais são irritação e secura da pele e, raramente, dermatite de contato alérgica. Pode haver um eflúvio telógeno paradoxal por 4-6 semanas. Finasterida 1 mg/dia, via oral. Os efeitos colaterais reversíveis ocorrem em 2% dos pacientes, entre eles, diminuição da libido, redução do volume da ejaculação e disfunção erétil. Há relatos de efeitos colaterais duradouros após o uso da finasterida, chamada de síndrome pós finasterida.

Minoxidil via oral pode ser usado em em doses iniciais de 0,5 a 1 mg ao dia até 5 mg ao dia. Cuidados especiais incluem cardiopatias e hipotensão. Neste casos, uma avaliação cardiológica prévia deve ser considerada.

Transplante capilar, técnicas FUE (fio a fio) e FUT (com corte linear).

Terapias minimamente invasivas: mesoterapia, microinfusão de medicamentos na pele, laser e toxina botulínica têm sido usados em associação ao tratamento clínico com o objetivo de potencializar o resultado. Entretanto, os efeitos dessas técnicas isoladamente ou em associação são variáveis e questionáveis.

Terapias em potencial: antagonistas de receptores PGD2 (em estudos).

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