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Alopecia areata

alopecia areata

Etiologia
Origem desconhecida.
Existem fatores genéticos e autoimunes .
Acredita-se, ser uma reação à antígenos relacionados aos melanócitos de cabelos em fase anágena.

Dados epidemiológicos:
Ocorre em ambos os sexos e em qualquer idade.
Pode acometer até 1,7% da população geral.
20% dos casos ocorrem na infância.
Doenças associadas: doenças de tireóide, vitiligo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide.
Outros fatores associados: atopia e estresse.

Manifestações clínicas:
Perda abrupta de cabelos deixando área de alopecia não cicatricial.
É mais frequente no couro cabeludo, podendo ocorrer em qualquer parte da pele.
Apresentações: placa única ou múltipla, ofiásico (região temporal e occipital), ocisáifo (região frontal e parietal), total (todo o couro cabeludo) e universal (todo o corpo).
Dermatoscopia: presença de fios peládicos, fios cadavéricos (pontos pretos), folículos vazios (pontos amarelos) e fios em repilação.
Comprometimento ungueal ocorre em 10% dos casos, ocorrendo depressões cupuliformes, traquioníquia e síndrome das vinte unhas.

Diagnóstico:
Clínico, dermatoscopia e anatomopatológico.
AP: Infiltrado linfocítico, peribulbar anágeno, em ”exame de abelha”.

Diagnóstico diferencial
Tinha do cabelo, alopecia sifilítica, tricotilomania, alopecia triangular temporal.

Tratamento
Corticosteróides tópicos (de alta potência) e infiltrações intralesionais (acetonido de triancinolona a 4 mg/mL).
Antralina tópica 0,5 a 1%, por 20 a 30 minutos, no início a cada dois dias, depois diariamente.
Minoxidil tópico a 5%, associado ou não, a corticosteróides ou ácido retinóico 0,025 a 0,05%.
Difenciprona tópica a 2%.
PUVA terapia.
Corticosteroides sistêmicos 40 a 60 mg diários, a curto prazo.
Ciclosporina.

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