Xeroderma pigmentoso

Etiologia:

Genodermatose autossômica recessiva.

Existem 7 subtipos de xeroderma pigmentoso, grupo (A-G), que ocorrem por mutações em genes que codificam proteínas que fazem parte do complexo enzimático de reparação do DNA por excisão nucleotídica e o grupo variante, que ocorre por defeito na reparação pós-transcricional do DNA.

Todas variantes cursam com extrema fotossensibilidade e surgimento precoce de neoplasias cutâneas.

Dados Epidemiológicos:

Incidência de 1:250.000 pessoas.

Não há predileção por sexo.

Manifestações Clinicas:

A doença se manifesta na infância, através de queimaduras solares em mínimas exposições ao sol. Oxeroderma pigmentoso evolui em estágios.

Primeiro estágio (eritematoso e pigmentado): há presença de eritema difuso, xerose e manchas hiperpigmentadas de surgimento precoce em áreas expostas ao sol.

Segundo estágio (poiquiloidérmico): Presença de telangiectasias difusas, principalmente, em áreas fotoexpostas, atrofia cutânea e queratoses actínicas.

Terceiro estágio (neoplásico): Após 10 anos, aumento de 1 a 2 mil vezes, o risco de adquirir neoplasias cutâneas (CBC, CEC e melanoma).

Ocorrem mortes precoce por complicações de melanoma.
Pode ocorrer alterações neurológicas, oculares e neoplasias em outros órgãos.

Diagnóstico:

Clínico, análise de DNA pós amniocentese (durante a gestação).

Diagnósticos diferenciais:

Poiquiloidermia congênita, síndrome de Bloom, lúpus eritematoso, erupção polimórfica à luz, síndrome do nevo basocelular.

Tratamento:

Fotoproteção rigorosa.

Prevenção e tratamento neoplasias.

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