Vasculite leucocitoclástica

Etiologia:

É uma vasculite de pequenos vasos em decorrência de uma reação por imunocomplexos (reação tipo 3 de Gell e Coombs).

A vasculite leucocitoclástica pode ser idiopática ou secundária à diversos fatores (doenças autoimunes, inflamatórias, infecciosas, neoplásicas ou medicamentos).

Dados Epidemiológicos:

É a forma mais comum de vasculite.

É mais comum nas mulheres e não há predileção pela idade.

Manifestações Clinicas:

Ocorrem pápulas e placas pupúricas em áreas pendentes do corpo, principalmente nos membros inferiores.

Eventualmente podem apresentar lesões vésico-bolhosas.

As lesões são assintomáticas, na maioria dos casos.

Podem apresentar o fenômeno de Köebner.

Outros sistemas acometidos: renal, neurológico, gastrointestinal e pulmonar.

Diagnóstico:

Clínico, histopatológico e imunofluorescência direta.

Histopatológico: há necrose fibrinóide da parede de pequenos vasos, infiltrado neutrofílico intra e perivascular, extravasamento de hemácias e hialinização das vênulas pós capilares.

Imunofluorescência direta: imunoglobulinas (IgG, Igm e IgA), C3 e fibrinogênio podem ser vistos circundando os vasos.

Diagnósticos diferenciais:

Outras vasculites, vasculopatias trombóticas e causas de púrpuras.

Tratamento:

Identificar desencadeantes.

Cuidados de suporte.

Corticóide sistêmico (prednisona 1mg/kg/dia).

Dapsona e colchicina podem ser úteis.

Azatiaprina (2mg/kg/dia) e metotrexato (25mg/semana) foram relatado como úteis na doença recalcitrante.

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