Urticárias

Etiologia:

Doença caracterizada por lesões eritemato-edematosas e/ou angioedema que surgem após a desgranulação dos mastócitos.

Existem diferentes mecanismos fisiopatológicos para a desgranulação dos mastócitos e podemos classificá-los em imunes e não-imunes.

Urticárias imunes necessitam do sistema imunológico para a ativação dos mastócitos e podem ser via reação de hipersensibilidade do tipo 1 (resposta imediata, risco de anafilaxia), tipo 2, tipo 3 e tipo 4 de Gell e Coombs.

Nas urticárias não imunes (colinérgica, pressão, aquagênica, solar, frio), os mastócitos são ativados via receptores de membrana, envolvidos na imunidade inata.

Infecções, infestações, alimentos, medicamentos e doenças autoimunes podem estar implicados na fisiopatologia da doença, entretanto, cerca de 50% das urticárias crônicas permanecem idiopáticas após a investigação.

Doenças genéticas associadas: síndrome de Muckle-Wells, síndrome familiar autoimune ao frio, síndrome CINCA e síndrome de hiper-IgD.

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Dados Epidemiológicos:

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população tenha pelo menos um episódio de urticária ao longo da vida.

A prevalência na população varia de 1 a 4 %.

É mais comum nas mulheres (2:1).

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Manifestações Clinicas:

São lesões urticariformes com duração inferior a 24h.

As lesões urticadas variam bastante de tamanho, podendo ser puntiformes ou ter vários centímetros de diâmetro.

Em geral, as lesões maiores indicam doença mais grave.

O prurido é intenso.

O dermografismo é comum nos pacientes com urticária.

O angioedema ocorre em cerca de 50% dos pacientes com urticária, podendo ocorre na face, orelhas, pescoço, mãos, pés e genitais. O envolvimento mucoso da língua, faringe ou laringe pode obstruir a via aérea e tornar o quadro grave com risco de morte.

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Diagnóstico:

Clínico.

Investigamos urticária crônica (> 6 semanas) ou urticas com mais de 24h de duração (pensar em urticária vasculite).

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Diagnósticos diferenciais:

Urticária vasculitedermatite de contatomastocitoseeritema multiformeexantema viralerupções à drogas, anafilaxia, síndrome de Schinitzler, síndrome de Well.

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Tratamento:

Evitar possíveis causas.

Anti-histamínicos H1 (primeira e segunda geração).

Anti-histamínicos H2

Anti-leucotrienos (terapia de segunda linha).

Corticoide sistêmico (terapia de segunda linha).

Doxepina (terapia de segunda linha).

Colchicina (terapia de segunda linha).

Metotrexato (terapia de terceira linha).

Se sinais de anafilaxia, usar epinefrina (1mg/ml). Aplicar via SC, 0,2 a 0,5ml a cada 5 minutos (no adulto) e 0,01mg/kg (máximo 0,3mg de dose total) nas crianças.

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