Síndrome de Sweet (dermatose neutrofílica febril)

Etiologia:

Etiologia incerta.

Provável reação de hipersensibilidade, mediada por linfócitos T, associada à uma reação em cascata com ativação neutrofílica.

Existem 3 formas clínicas, classificadas de acordo com os fatores associados.

Forma clássica ou idiopática: infecções de vias aéreas superiores (streptococcus sp.), tubo gastrointestinal (Yersinia enterocolitica), outras infecções (HIV, CMV, HCV, HBC, vacina BCG), doenças inflamatórias intestinais, sarcoidose, colagenoses, tireoidites e gravidez.

Paraneoplásica: malignidades hematológicas, principalmente a leucemia mielóide aguda, além dos carcinomas de trato genitourinário, mama e cólon.

Induzida por fármacos: minociclina, sulfametoxazol-trimetropina, carbamazepina, hidralazina, contraceptivos orais e ácidos transretinóicos.

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Dados Epidemiológicos:

Não há predileção por raça.

As formas clássica e induzida por fármacos ocorrem mais nas mulheres.

A forma paraneoplásica ocorre igualmente em ambos os sexos.

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Manifestações Clinicas:

Febre, cefaléia e mal-estar geral podem preceder o quadro.

As lesões cutâneas típicas são pápulas ou nódulos, eritematosos e dolorosos, que tendem a coalescer formando placas infiltradas de formato anular.

O edema cutâneo deixa as lesões com um aspecto vesiculoso de superfície rugosa lembrando o ”relevo de montanhas”, são as pseudovesículas.

As lesões tem surgimento abrupto e normalmente são múltiplas, desaparecendo espontaneamente em 5 a 12 semanas.

Podem deixar manchas residuais.

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Diagnóstico:

Clínico e histopatológico (são necessários 2 critérios maiores e 2 critérios menores).

Critérios maiores: início agudo das lesões típicas; achados patológicos consistentes de síndrome de Sweet.

Critérios menores: febre maior que 38 graus ou mal-estar geral; associação com malignidade, doença inflamatória intestinal, gravidez, infecção respiratória ou intestinal; excelente resposta à corticoide sistêmico ou a iodeto de potássio; 3 ou 4 das seguintes alterações: VHS > 20mm, leucócitos > 8.000mm, neutrófilos maior que 70%, proteína C reativa positiva.

Histopatológico: infiltração neutrofílica densa e difusa na derme superficial e profunda; presença de linfócitos, histiócitos e eosinófilos; edema da derme papilar; pode haver vasculopatia sem vasculite verdadeira.

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Diagnósticos diferenciais:

Tratamento:

Corticoide sistêmico, por 4 a 6 semanas.

Iodeto de potássio via oral.

Outras opções (colchicina, clofazimina, ciclosporina, dapsona, indometacina).

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