Síndrome de Sézary

Etiologia:

Neoplasia maligna de linfócitos T com comportamento agressivo.

A doença é definida pela tríade composta de eritrodermia, linfadenopatia generalizada e a presença de linfócitos T neoplásicos (células de Sézary) na pele, nos linfonodos e no sangue periférico.

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Dados Epidemiológicos:

Doença rara.

Representa menos de 5% dos linfomas cutâneos de células T.

Não ocorre em crianças.

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Manifestações Clinicas:

Na pele, os pacientes apresentam eritrodermia que pode estar associada a descamação, liquenificação e edema, linfadenopatia, além do prurido intenso.

Também podemos encontrar alopecia, onicodistrofia, e hiperqueratose palmoplantar.

O prognóstico é ruim, apresentando sobrevida, em 5 anos, de 25%.

Os pacientes vão a óbito devido a infecções oportunistas.

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Diagnóstico:

Clínico, laboratorial e histopatológico.

Critérios clínicos: demonstração de uma população clonal de linfócitos T no sangue periférico com métodos moleculares ou citológicos; relação CD4:CD8 > que 10; e contagem absoluta de células de Sézary (maior que 1.000 cels/uL).

Histopatológico: presença de linfócitos atípicos na derme. Pode ser necessário várias amostras de pele, pois as alterações histológicas são discretas.

Imuno-histoquímica: linfócitos T CD3/CD4 positivos, CD7 ausente ou diminuído.

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Diagnósticos diferenciais:

Psoríase, dermatite atópica, dermatite de contato alérgica, pitiríase rubra pilar, além de outras causas de eritrodermia.

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Tratamento:

O tratamento sistêmico é feito em um serviço de oncologia.

Fotoférese extracorpórea isolada ou associada a outras modalidades.

INF-alfa (associado ou não ao PUVA).

Clorambucil e prednisona.

Esquema CHOP (ciclofosfamida, hidroxidoxorubicina, vincristina e prednisona) ou semelhantes.

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