Síndrome de Rendu-Osler-Weber (Telangiectasia hemorrágica hereditária – THH)

Etiologia:

Doença autossômica dominante caracterizada por malformações arteriovenosas viscerais e telangiectasias mucocutâneas, que representam pequenas malformações arteriovenosas; estas tendem a sangrar.

Classicamente, a doença ocorre por mutações heterozigotas em ENG (endoglina; THH tipo 1) ou ACVRL1 (THH tipo 2).

Ambos os genes codificam componentes glicoproteicos do receptor do TGF-ß.

Uma correlação genótipo-fenótipo foi estabelecida, com alto risco de malformações arteriovenosas pulmonar (especialmente em mulheres) e cerebral na THH tipo 1; e alto risco de malformações arteriovenosas no fígado na THH tipo 2.

Há relatos de pacientes com manifestações semelhantes às do THH, mas com telangiectasias cutâneas maiores e mais disseminadas que apresentaram mutações em GDF2 (fator de diferenciação de crescimento 2), que codifica uma proteína que se liga a endoglina e ACVRL1.

Mutações em SMAD4, que codifica uma proteína que transmite sinais vindo do receptor do TGF-ß, foram associadas a jovens com polipose gastrointestinal e THH.

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Dados Epidemiológicos:

Doença rara.

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Manifestações Clinicas:

A primeira manifestação da doença costuma ser epistaxe, que ocorre durante a infância ou adolescência (12 anos na média).

As telangiectasias na pele e mucosas costumam surgir após a puberdade, muitas vezes, não são vistas até o início da idade adulta. Acometem a face, lábios, língua, palmas e dedos, incluindo as regiões do leito e periungueal. As lesões são pápulas vermelho-escuras arredondadas ligeiramente elevadas, ou máculas estreladas mal-definidas.

Malformações arteriovenosas viscerais (pulmões e cérebro) costumam ser assintomáticas até o surgimento de complicações ameaçadoras da vida.

Malformações arteriovenosas pulmonares podem resultar em hipoxemia, hemorragias, e abscesso cerebral ou acidentes vasculares cerebrais devido a embolização paradoxal.

Hemorragias cerebrais letais por malformações arteriovenosas cerebrais podem ocorrer no início da infância.

Paraplegia aguda pode ocorrer devido malformação arteriovenosa na medula espinhal.

Sangramentos urinário e gastrointestinal, tipicamente, ocorrem na idade adulta e podem provocar anemia por deficiência de ferro.

Malformações arteriovenosas hepáticas podem resultar em insuficiência cardíaca de alto débito, hipertensão portal, e doença biliar.

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Diagnóstico:

Clínico, mapeamento genético (crianças e adultos jovens), e estudos de imagens para investigar malformações viscerais.

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Diagnósticos diferenciais:

Telangiectasia benigna hereditária, síndrome CREST, malformações vasculares.

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Tratamento:

Investigar e tratar possíveis complicações.

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