Poroqueratoses

Etiologia:

Poroqueratose refere-se ao padrão clínico que encontramos na pele, onde visualizamos lesões circundadas por uma barreira de queratina com o centro atrófico.

Fatores associados: herança genética, radiação ultravioleta e imunossupressão causada por AIDS ou por transplantes de órgãos.

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Dados Epidemiológicos:

A poroqueratose actínica é a forma mais comum, ocorrendo principalmente em mulheres caucasianas. Outras formas de poroqueratose são raras.

A poroqueratose de Mibelli afeta mais os homens.

A poroqueratose palmoplantar disseminada é herdada de forma autossômica dominante e afeta mais os homens.

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Manifestações Clinicas:

Poroqueratose actínica superficial disseminada (PASD): múltiplas pápulas e/ou pequenas placas, acastanhadas ou eritematosas, pruriginosas, anulares, rodeadas por uma borda hiperqueratótica, em áreas foto-expostas.

Poroqueratose superficial disseminada (PSD): lesões semelhantes com a PASD, porém, as lesões ocorrem em áreas cobertas e foto-expostas. As mucosas, palmas e plantas não são acomeidas.

Poroqueratose de Mibelli : são placas anulares, com bordas finas e hiperqueratóticas, com centro atrófico. As lesões iniciam na infância e crescem com o passar dos anos. Podem ocorrer em qualquer topografia, inclusive em mucosas, sendo mais comuns nas extremidades. As lesões costumam ser localizadas e unilaterais, mas podem ser múltiplas.

Poroqueratose linear: lesões de poroqueratose ao longo das linhas de Blaschko. Costumam ser unilateral e acometem as extremidades. Esta variante é a mais relacionada com a transformação para CEC.

Poroqueratose palmoplantar disseminada: as palmas e plantas estão inicialmente acometidas, mas qualquer área corporal pode ser acometida, incluindo mucosas. As lesões costumam iniciar na infância e podem ser assintomáticas ou pruriginosas.

Poroqueratose punctada: múltiplas pápulas queratóticas, pontilhadas e pequenas, com uma margem periférica elevada nas palmas e/ou plantas. As lesões surgem na adolescência e fase adulta.

Variantes incomuns: ptychotropica (na fenda glútea), a forma reticular e uma variante folicular.

O desenvolvimento de CEC em lesões de poroqueratose foi relatado em todas as variantes, exceto nas formas punctada e ptychotropica.

Síndrome CDAGS: autossômica recessiva, lesões eritematosas em face (poroquenatose no histopatológico), craniossisnostose e hipoplasia clavicular, demora no fechamento da fontanela, anomalias anais e malformações genitourinárias.

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Diagnóstico:

Clínico, histopatológico.

Histopatológico: presença de lamela cornoide, coluna de paraqueratose compacta inclinada, surgida de um foco de disqueratose epidérmica associada a invaginação da epiderme.

Há vacuolização de queratinócitos, diminuição da camada granulosa na base da lamela cornoide e inflamação crônica perivascular superficial irregular.

A lamela cornoide também pode ser encontrada em queratose actínica, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular.

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Diagnósticos diferenciais:

Tratamento:

Fotoproteção.

Hidratação.

Crioterapia.

5–fluorouracil (5-FU) tópico.

Retinoides tópicos associados com 5-fluorouracil (5-FU).

Imiquimode tópico.

Laser de CO2.

Excisão com saucerização.

Curetagem.

Excisão linear.

Dermoabrasão.

Acitretina oral (pode ajudar, mas a doença retorna com a descontinuação da droga).

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