Nevo melanocítico adquirido

Etiologia:

Incerta.

Os nevos melanocíticos adquiridos ocorrem em decorrência de proliferações benignas de melanócitos na derme e/ou epiderme.

Os nevos são classificados de acordo com o histopatológico, podendo ser juncionais, dérmicos ou compostos.
Variantes de nevos melanocíticos adquiridos: nevo de Unna, nevo de Miescher, nevo halo, nevo combinado, nevo recorrente, nevo displásico ou atípico (nevo de Clark) e nevo spilus.

Fatores associados: genética (BRAF > NRAS); radiação ultravioleta (inclusive fototerapia neonatal); imunossupressão (AIDS, transplantados, quimioterapia, etc.); alterações hormonais (gestação, hormônio tireoidiano, doença de Addison, etc.); lesão cutânea (líquen escleroso, queimadura, lesões bolhosas, processo de cicatrização, etc.); outros (convulsões, febre pós-operatória, sorafenibe, etc.).

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Dados Epidemiológicos:

Ocorrem com maior frequência após a terceira década de vida.
São comuns em caucasianos.

Em regiões palmoplantares, leito ungueal e nas conjuntivas, são mais frequentes nos negros.

O aumento no número total de nevos melanocíticos adquiridos (>100), aumenta em 8-10 vezes o risco de melanoma.

Muitos pacientes com melanoma relatam a presença prévia de um nevo melanocítico de longa duração no local de desenvolvimento do melanoma.

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Manifestações Clinicas:

Nevo juncional: é uma mácula de marrom a preta com ninhos melanocíticos na junção da epiderme e derme. Na dermatoscopia, observamos uma rede pigmentar uniforme, esmaecendo em direção à perieria.

Nevo dérmico: é uma pápula marrom-clara ou cor da pele com ninhos de melanócitos na derme. Na dermatoscopia, observamos glóbulos ou estruturas globulares focais, pode haver áreas sem estruturas esbranquiçadas com vasos finos lineares ou em vírgula.

Nevo composto: é uma pápula marrom com características histológicas combinadas. Na dermatoscopia, observamos uma arquitetura globular com múltiplos glóbulos redondos e ovoides, as vezes, formando um padrão de pedras de calçamento (clobbestone).

Nevo recorrente: ocorre após a excisão inadequada, irritação crônica ou terapia com laser. Caracteristicamente, o nevo está limitado à área da cicatriz. No histopatológico, a proliferação melanocítica está limitada à área acima da cicatriz. É difícil de fazer a diferenciação com o melanoma, sendo necessário a retirada da lesão.

Nevo de Unna: nevo melanocítico papilomatoso intradérmico ou composto, localizado em pescoço, tronco e membros.

Nevo de Miescher: nevo melanocítico papilomatoso intradérmico ou composto, localizado na face.

Nevos melanocíticos na gestação: as alterações são mínimas, com exceção do aumento simétrico devido à distensão do abdômen e das mamas.

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Diagnóstico:

Clínico, dermatoscopia, microscopia confocal, histopatológico.
Histopatológico:

Nevo juncional:  proliferação intraepidérmica de ninhos de melanócitos, ao longo da junção dermoepidérmica, os ninhos predominam na extremidade da crista epidérmica. Não há atipia celular ou disseminação pagetoide.

Nevo dérmico: presença de melanócitos em ninho na derme superficial, não há atipia celular e as mitoses são escassas ou ausentes.

Nevo composto: os ninhos de melanócitos estão presentes na epiderme e derme.

Os nevos melanocíticos adquiridos podem dar origem ao melanoma.

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Diagnósticos diferenciais:

Nevos melanocíticos congênitos, melanoma, queratose seborreica, CBC pigmentado, verrugas, dermatofibroma.
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Tratamento:

A maioria das lesões não necessitam de tratamento.
Acompanhamento com dermatoscopia/mapeamanto digital.
Exérese cirúrgica, se suspeita de melanoma, ou por motivo estético.
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