Acredita-se em uma resposta imunológica celular e/ou humoral contra nevos melanocíticos alterados, resultando em uma reação cruzada que também provoca a morte dos melanócitos pem torno dos nevos.
Neoplasias associadas ao halo branco: nevos melanocíticos, nevo azul, nevos de Spitz, dermatofibroma, queratose seborreica, verrugas planas, molusco contagioso, líquen plano, psoríase, sarcoidose, neurofibroma, nevo rubi, carcinoma basocelular e melanoma.
São mais comuns em crianças e adolescentes, a idade média de surgimento ocorre aos 15 anos de idade.
Não há predileção por sexo.
20% das pessoas acometidas têm vitiligo.
São caracterizados por um halo acrômico ou hipocrômico ao redor de um componente central de nevo melanocítico que pode ser relativamente achatado ou elevado com uma coloração marrom-escuro ao rosa. O nevo central vai desaparecendo gradualmente, deixa uma mácula hipocrômica, que costuma repigmentar, espontaneamente, em meses ou anos.
O tronco superior é o local de preferência, mas qualquer topografia pode ser acometida.
As lesões costumam ser únicas, embora 25% a 50% dos pacientes apresentam 2 ou mais nevos halo.
A relação do nevo halo com o vitiligo, melanoma e nevos atípicos está bem documentada.
O surgimento de múltiplos nevos halo pode ser um sinal de melanoma ocular ou cutâneo, especialmente, em adultos mais velhos.
Clínico, histopatológico, dermatoscopia, imuno-histoquímica.
Histopatológico: nevo dérmico ou composto envolto por um infiltrado com linfócitos e histiócitos. Diminuição e/ou ausência de melanina e melanócitos.
Imuno-histoquímica: S100 e MART-1 (marcadores de melanócitos podem ser úteis).
Cada lesão deve ser cuidadosamente avaliada.
No geral, nevos halo clinicamente atípicos devem ser examinados histologicamente.
Os nevos com aparência benigna e regular não necessitam de remoção.
Pacientes com mais de 40 anos com o surgimento de nevo halo devem ser examinados em busca de melanoma ocular e cutâneo.