Nevo comedônico

Etiologia:

É um hamartoma raro da unidade pilossebácea.

O nevo representaria o crescimento desregulado da porção mesodérmica da unidade pilossebácea.

Mutações do gene FGFR2 foram detectadas nos nevos comedônicos.
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Dados Epidemiológicos:

É raro.
Não há predileção racial ou sexual.
Os nevos estão presentes ao nascimento em 50% dos casos.
Quando iniciam na idade adulta, estão associados a irritação local ou trauma.
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Manifestações Clinicas:

Em metade dos casos, os nevos estão presentes ao nascimento, certos pacientes passam a apresentar o quadro durante a primeira infância.

O nevo se apresenta como uma placa ciscunscrita única ou uma estria linear composta de óstios foliculares dilatados que contêm queratina firme e escura. Raramente, o paciente pode apresentar lesões múltiplas e demarcadas pela linha média.

O tamanho dos nevos é variável, as lesões podem variar de poucos centímetros a grandes placas que ocupam a metade do corpo.

Os locais mais acometidos são a face, tronco, pescoço e extremidades superiores. Os nevos comedônicos podem atingir áreas desprovidas de folículos pilosos, como a glande, as palmas e plantas.

As lesões sofrem influências hormonais, portanto, algumas lesões pioram na adolescência.

O nevo foi associado com ictiose, catarata, anomalias do sistema nervoso central e esquelético.

Síndrome do nevo comedônico: nevo comedônico, anomalias oculares, esqueléticas e neurológicas.

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Diagnóstico:

Clínico, histopatológico.

Histopatológico: presença de folículos pilosos subdesenvolvidos agrupados, que se apresentam como invaginações dilatadas preenchidas com detritos cornificados desprovidos de haste pilosa. Em alguns casos, a hiperqueratose epidermolítica pode estar presente no epitélio folicular.

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Diagnósticos diferenciais:

Acne neonatal, cloracne, nevo do poro dilatado, nevo do ducto ostial écrino poroqueratótico, lúpus discoide, atrofodermia reticulada, uleritema ofriógenes.

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Tratamento:

Excisão cirúrgica.
Extração manual, dermoabrasão e retinoides tópicos (podem ajudar, mas não são curativos).
Crioterapia.
Laser de CO2 (pode ajudar).
Isotretinoína oral (pode ser benéfica).
Antibióticos (podem ser necessários para as infecções secundárias).
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