As hiperidroses podem ser de origem neural e não neural.
Podemos subdividir as hiperidroses de origem neural em primárias, secundárias, gustativas e compensatórias.
Hiperidrose primária: estímulo cortical, sem causa sistêmica.
Hiperidrose secundária: estímulo hipotalâmico ou cortical provocado por alguma causa sistêmica, como doenças endócrinas (diabetes, hipoglicemia, hipertireoidismo); doenças febris (feocromocitoma, linfomas); infecções (tuberculose, brucelose, malária, etc); drogas (antidepressivos, acetaminofeno, insulina, álcool, etc); doenças neurológicas (doença de Parkinson, sd. Riley-Day, etc); exercícios, doenças hereditárias (paquioníquia congênita, queratodermias, epidermólise bolhosa).
Hiperidrose gustativa: estímulo medular (reflexo), pode ser fisiológica, provocada por alimentos apimentados ou patológica, ocorre após algumas situações (herpes zoster, cirurgia de parótida, etc).
Hiperidrose compensatória: glândula écrinas inativas são compensadas por outras em algumas situações (miliária, pós-simpatectomia e neuropatias periféricas).
As hiperidroses não neurais são provocadas por estímulos diretos nas glândulas écrinas (ex. aquecimento local, tumores vasculares e drogas).
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Os dados epidemiológicos mudam de acordo com o tipo de hiperidrose.
Hiperidrose primária é o tipo mais comum, ocorre em ambos os sexos e pode apresentar história familiar em 80% dos casos.
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Hiperidrose primária: as duas formas principais são volar (palmoplantar) e axilar, as quais podem coexistir. A forma volar costuma se manifestar na infância, a forma axilar aparece durante a puberdade. A hiperidrose primária ocorre somente nas horas ativas do paciente (não ocorre durante o sono), o estímulo é emocional (estresse, orgasmo), frio e calor podem agravar o quadro. A qualidade de vida do paciente pode sofrer um impacto importante.
Hiperidrose secundária: pode ser localizada ou generalizada, costuma ocorrer com a elevação da temperatura corporal. Pode ser noturna ou diurna. Precisamos investigar causas associadas.
Hiperidrose gustativa: pode ser fisiológica (sudorese após ingerir alguns alimentos) ou patológica (após cirurgia de parótida, após-herpes zoster, uso de fórceps e na sd. de Frey). O lacrimejamento gustativo ocorre após trauma do nervo facial e é conhecido como síndrome das “lágrimas de crocodilo”.
Síndrome de Frey ou síndrome auriculotemporal (hiperidrose degustatória patológica): ocorre após cirurgia de parótida. O paciente costuma apresentar rubor gustativo, a sudorese não é evidente.
Síndrome Reader: cefaleia unilateral associado a sd. de Horner (ptose, anidrose e miose).
Hiperidrose compensatória: ocorre na miliária, no paciente diabético com neuropatias periféricas e após simpatectomia.
Hiperidroses não neurais são provocadas por estímulos diretos nas glândulas écrinas (ex. aquecimento local, tumores vasculares e drogas).
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Clínico, devemos excluir causas secundárias.
Investigação de causas secundárias: eletrólitos, creatinina, glicemia, exames de tireoide, PPD, radiografia de tórax, hemograma, VHS, FAN e exame de urina.
Critérios para diagnóstico de hiperidrose primária: sudorese excessiva focal; acometimento mínimo de 6 meses; sem causas secundárias; e mais 2 dos seguintes itens, bilateral e simétrico; impede atividades do cotidiano; pelo menos um episódio por semana; idade de instalação < 25 anos; história familiar positiva; e melhora durante o sono.
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Não tem.
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Excluir e tratar causas secundárias.
Cloreto de alumínio a 20% em solução alcoólica, aplicação tópica sob oclusão ao deitar (axilas, palmas e plantas).
Iontoforese 2-3x/semana (palmas e plantas).
Toxina botulínica 1x/4-6 meses (axilas, palmas e plantas).
Oxibutinina 1,25-5mg/2x/dia.
Glicopirrolato 1-2mg/2x/dia (contra-indicado para pacientes com miastenia gravis, estenose pilórica, íleo paralítico).
Clonidina 0,1-0,3mg/2x/dia.
Propranolol 10-40mg/2x/dia.
Excisão local.
Simpatectomia.
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