Foliculite decalvante

Etiologia:

Foliculite crônica, cuja a fisiopatologia envolve a participação de agentes infecciosos, principalmente, o Staphylococcus aureus.

Há destruição dos folículos, resultando em alopecia cicatricial.

A invasão bacteriana colabora para a produção das lesões, mas as causas da atrofia e da intensa destruição folicular são desconhecidas.

Alguns autores acreditam que uma infecção estafilocócica primária do couro cabeludo é a causa da foliculite decalvante.

Germes Gram-negativos também foram mencionados como agentes comuns.

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Dados Epidemiológicos:

Homens de fototipo alto são os preferidos pela doença, nestes pacientes, o quadro inicia durante a adolescência.

Mulheres podem ser acometidas, mas costumam iniciar o quadro após os 40 anos de idade.

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Manifestações Clinicas:

A doença inicia com pápulas eritematosas e pústulas foliculares em vértex e região occipital, após, surgem áreas de alopecia cicatricial com presença de tufos capilares (politriquia) na periferia da lesão. O prurido costuma ser intenso.

A doença tem caráter crônico e cresce de maneira centrífuga, podendo resultar em grandes áreas de alopecia. Nestes pacientes, o impacto social é importante.

Foliculite decalvante nos membros inferiores é chamada de foliculite de Arnozan-Debreuilh.

Foliculite decalvante na área da barba é chamada de sicose lupoide.

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Diagnóstico:

Clínico, dermatoscopia e histopatológico.

Dermatoscopia: podemos encontrar tufos capilares, pústulas foliculares, vasos torcidos e puntiformes e estrias brancas (correspondem a bandas de colágeno).

Histopatológico: as pústulas apresentam inflamação folicular intensa mediada por neutrófilos com destruição epitelial. Granulomas podem ser evidentes. Nas áreas não inflamadas, encontramos cicatrizes foliculares e descamação prematura da bainha radicular interna.

Coloração: positividade para Gram.

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Diagnósticos diferenciais:

Líquen plano pilar, foliculite dissecante, acne queloidiana da nuca, lúpus discoide, kérion celsi, dermatofitose, etc.

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Tratamento:

Tratamento difícil.

Manter o local limpo.

Antibióticos tópicos: clindamicina, mupirocina, eritromicina, (nos casos leves).

Doxiciclina 100-200mg/dia, por 6 meses, (é preconizado para os casos de recidiva).

Clindamicina combinada com rifampicina 300mg/dia, por 2 meses, (também é opção).

Isotretinoína sistêmica 0,5-1mg/kg/dia, por 4 a 5 meses. (pode ser útil).

Dapsona 75-100mg, por 4 a 6 meses. Após, 25mg/dia para a manutenção (pode ajudar).

Cirurgia (em alguns casos).

Lasers de CO2, diodo ou rubi (podem ajudar).

Transplante capilar (para os casos de impacto psicológico).

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