Fitofotodermatite

Etiologia:

Trata-se de uma dermatite fototóxica, induzida pela combinação de radiação UVA com o contato tópico ou oral de um fotossensibilizante oriundo de plantas.

Furocumarínicos (psoralenos e angelicinas) são os agentes causais mais comuns.

Duas famílias de plantas são as causas mais frequentes de fitofotodermatite, Apiaceae (mais comum, anteriormente Umbelliferae) e Rutaceae (incluindo as frutas cítricas).

A família da amora (Moraceae) e da ervilha (Fabaceae) também contêm furocumarínicos.

As reações mais graves ocorrem com 5-MOP (bergapteno), isolado originalmente da bergamota (Rutaceae), e 8-MOP (xantotoxina), isolado inicialmente da Fagara zanthoxyloides (Rutaceae).

A xantotoxina (8-MOP) é o fotossensibilizador mais potente nos limões, acima de 10 vezes mais abundante na casca do que na polpa.

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Dados Epidemiológicos:

Ocorre em qualquer pessoa, pois não se trata de uma reação imunológica.

É mais frequente no verão.

Colhedores e enlatadores de aipo têm um alto risco de desenvolver fitofotodermatite.

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Manifestações Clinicas:

As lesões cutâneas aparecem depois de 24 horas e atingem o seu ponto máximo em 72 horas.

São lesões com configurações incomuns de eritema, edema e lesões bolhosas em áreas de exposição solar.

As lesões podem deixar cicatrizes e manchas, vai depender da intensidade da reação.

A hiperpigmentação costuma surgir 1-2 semanas depois e dura por meses ou anos.

A dermatite de berloque é representada por manchas lineares pigmentadas no pescoço, na face, membros e tronco após o uso de perfume contendo 5-MOP.

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Diagnóstico:

Clínico.

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Diagnósticos diferenciais:

Dermatites de contato, queimaduras, impetigocelulite, linfangite infecciosa, violência doméstica.

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Tratamento:

Prevenção é a melhor opção, usar luvas ao manipular plantas que contenham algum fotossensibilizador.

Foto-proteção e emolientes.

Corticoides tópicos.

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