A fasciíte necrosante é caracterizada pela necrose rapidamente progressiva da gordura subcutânea e da fáscia, que pode colocar a vida do paciente em risco caso não houver o reconhecimento imediato, intervenção cirúrgica agressiva e terapia imediata com antibióticos.
A doença pode ocorrer devido a uma lesão penetrante, um traumatismo, úlceras de decúbito, após cirurgias, ou se desenvolver na ausência de um trauma precedente.
Em crianças, a infecção comumente é causada pelo Streptococcus grupo A.
Em adultos, a infecção, normalmente, é de flora mista (ocorre após traumas ou cirurgias), com bactérias aeróbias e anaeróbias, incluindo Streptococcus, Staphylococcus aureus, E. coli, Clostridium sp., bacteroides, etc.
Outros agentes que já foram implicados: Pseudomonas aeruginosa, H. inflenzae do tipo B, murcomicose (em imunocomprometidos).
Fatores de risco: diabete melito, imunossupressão, doença vascular periférica, doença cardíaca e insuficiência renal, mas a doença pode ocorrer em pessoas previamente saudáveis.
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Os índices de mortalidade variam de 20 a 40%.
A mortalidade está associada ao sexo feminino, idade avançada, tamanho da infecção, demora no diagnóstico, elevação da creatinina sérica ou ácido lático, diabete melito e doença vascular periférica.
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O quadro inicia com dor à palpação, eritema e calor local. A dor se intensifica rapidamente podendo ser desproporcional aos achados cutâneos e não responde aos antibióticos.
Nas primeiras 36 horas após o início do quadro, surgem bolhas violáceas e/ou hemorrágicas que progressivamente evoluem para a necrose do tecido.
Mais tarde, a área pode se tornar anestésica devido a destruição dos nervos e o tecido subcutâneo fica duro à palpação.
Os pacientes podem apresentar febre, calafrios, mal-estar, leucocitose e choque.
A síndrome do choque tóxico-like é uma complicação grave, que recebe este nome pela ausência da toxina envolvida. O quadro é rapidamente progressivo e letal em até 72 horas, se não forem estabelecidas medidas de suporte.
As extremidades são os locais mais acometidos, embora o tronco seja frequentemente afetado em crianças.
Quando a fasciíte necrosante envolve a genitália e o períneo, ela é chamada de gangrena de Fournier.
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Clínico, histopatológico, cultural e bacteriológico.
Histopatológico: as amostras precisam incluir a gordura e a fascia, que mostram necrose grave do tecido com edema, inflamação mediada por neutrófilos e trombos vasculares. Há grande quantidade de bactérias.
Coloração: Gram (para identificar as bactérias).
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Celulite, vasculites, pioderma gangrenoso, eritema nodoso, celulite eosinofílica.
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Suporte.
Desbridamento cirúrgico extensivo (fasciectomia) é a base do tratamento efetivo, ocasionalmente, a amputação é necessária.
“Antibióticos sistêmicos com cobertura para Streptococcus, Staphylococcus, Gram-negativos e anaeróbios. (ex. ampicilina/sulbactam ou piperaciclina/tazobactam, frequentemente administrados com clindamicina e ciprofloxacina). Em um paciente com alergia à penicilina, a terapia empírica com ciprofloxacina mais metronidazol ou clindamicina pode ser usada.” Jean L. Bolognia – 3ª edição.
“A penicilina cristalina é a droga de escolha, em doses de 3-4 milhões de UI a cada 4 horas. A clindamicina é outra droga que pode ser usada, sendo considerada superior em alguns estudos, na dose de até 4g/dia. Hoje, considera-se até mesmo um sinergismo entre as drogas anteriores” Walter Belda Jr. – 2ª edição.
O uso de O2 hiperbárico pode ser útil na recuperação do paciente.
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