Delírio de parasitose (Síndrome de Ekbom)

Etiologia:

É considerado uma doença psiquiátrica primária.

Os pacientes acreditam estar infestados por parasitas, mesmo na ausência de qualquer sinal de infestação.

Os doentes apresentam o tipo somático do transtorno delirante (anteriormente denominado psicose hipocondríaca monossintomática).

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Dados Epidemiológicos:

Na média, a idade de início está entre 55 e 60 anos, sendo que as mulheres são mais acometidas (2:1).

Antes dos 50 anos de idade, homens e mulheres são igualmente acometidos.

Os jovens acomentidos costumam ter um nível socioeconômico mais baixo e podem ter história do abuso de drogas.

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Manifestações Clinicas:

Os pacientes não possuem esquizofrenia.

A crença delirante gira em torno de uma situação médica específica e geralmente não compromete outros aspectos do desempenho mental ou psicossocial.

Na pele, os achados podem ser nenhum ou escoriações, liquenificação, prurido nodular e/ ou escoriações francas.

É comum os pacientes trazerem fragmentos de fios, pele e outras amostras que acreditam representar o parasita, o que é denominado como “o sinal da caixa de fósforo”. Folie à deux (folia a dois) é o termo utilizado para descrever duas pessoas próximas que compartilham o mesmo delírio.

Doença de Morgellons é um quadro muito semelhante, porém, os pacientes se queixam de “fibras” na pele.

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Diagnóstico:

Clínico.

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Diagnósticos diferenciais:

Parestesias de origem neurológica, esquizofrenia, escoriação psicogênica, dermatite factícia, abuso de drogas.

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Tratamento:

Tradicionalmente, o tratamento de primeira linha é a pimozida, que apresenta efeitos colaterais, inclusive sintomas extrapiramidais (pseudoparkinsoianos) e alongamento do intervalo Q-T.

Risperidona e olanzapina têm sido relatadas como benéficas, com um perfil de efeitos colaterais mais favorável.

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