Cromoblastomicose

Etiologia:

É uma micose profunda e localizada, ocasionada por fungos demáceos (fungos produtores de melanina), introduzidos acidentalmente na pele.

Fungos associados: Fonsecaea pedrosoi (mais frequente), Fonsecaea compacta, Fonsecaea monophora, Cladophialophora carrionii (antiga Cladosporium carrionii), Phialophora verrucosa e Rhinocladiella aquaspersa.

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Dados Epidemiológicos:

Ocorre em moradores de zonas rurais, principalmente, em regiões de climas tropicais e subtropicais (América do sul e África).

É mais comum nos homens entre 30 e 50 anos de idade.

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Manifestações Clinicas:

Após algum trauma, surge uma pápula eritematosa ou vinhosa, que evolui para uma das duas principais formas: noduloverrucosa ou em placas.

As lesões evoluem lentamente, até formar placas eritematodescamativas, muitas vezes, com aspecto psoriasiforme.

As lesões noduloverrucosas lembram uma couve-flor.

Os pontos pretos (black dots) podem ser encontrados em ambas as formas clínicas, representam pequenas crostas sero-hemáticas, local onde os fungos são encontrados.

Com a evolução, as lesões vão sofrendo modificações, podem ocorrer cicatrizações centrais, lesões vegetantes, ulceradas, destruição das vias linfáticas, linfedema e elefantíase do membro acometido.

Ocorre disseminação local, por via linfática e, provavelmente, hematogênica.

Os ossos são acometidos por contiguidade e podem sofrer lesões osteolíticas.

O membro afetado pode sofrer incapacidades funcionais permanentes.

Nas lesões crônicas, podem ocorrer lesões satélites pelo prurido e carcinoma espinocelular.

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Diagnóstico:

Clínico, micológico direto, cultura de fungos, histopatológico.

Histopatológico: hiperplasia pseudoepiteliomatosa com microabscessos neutrofílicos e presença de leveduras marrons, septadas, pequenas, redondas e de paredes espessas, que se assemelham a moedas de cobre, são os corpos fumagoides.

Colorações para fungos: não relevante, pois os fungos são demáceos.

Micológico direto: presença de corpúsculos fumagoides. Cultura (macrocultivo): demácea.

Cultura (microcultivo): esporulação muda de acordo com o fungo.

Tipo Cladosporium: os esporos se originam de uma célula do conidióforo que possui três disjuntores. É o tipo predominante da Fonsecaea pedrosoi, mas pode ocorrer em outros gêneros.

Tipo Phialophora: conidióforo em forma de vaso, os esporos se organizam em torno do conidióforo lembrando um “vaso de flores”. É o tipo predominante da Phialophora verrucosa, mas pode ocorrer em outros gêneros.

Tipo Rhinocladiella: os esporos estão dispostos ao longo e na extremidade do conidióforo. Aparece esporadicamente, sendo o tipo mais comum na Rhinocladiella aquaspersa, mas pode ocorrer em outros gêneros causadores da doença.

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Diagnósticos diferenciais:

Esporotricose, leishmaniose, tuberculose cutânea, paracoccidiodomicose, carcinoma verrucoso.

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Tratamento:

Exérese cirúrgica.

Crioterapia + Itraconazol 200 a 400 mg/dia, por 6 meses.

Itraconazol 200 a 400 mg/dia (monoterapia), por 6 meses.

Itraconazol 200 mg/dia + 5 fluorocitosina, 150 mg/kg/dia.

Anfotericina B 50 mg/dia + 5 fluorocitosina, 150 mg/kg/dia.

Terbinafina 500 mg/dia, por 7 meses.

Termoterapia pode ser associada e aumenta o índice de cura.

OBS: Fonsecaea pedrosoi é pouco sensível ao itraconazol.

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