Ceratoacantoma (queratoacantoma)

Etiologia:

Neoplasia cutânea de linhagem escamosa de crescimento rápido e autolimitado, podendo seguir-se por completa involução sem tratamento.

Existem controvérsias, na literatura mundial, quanto a natureza desta lesão, havendo dificuldades em classifica-la como benigna ou maligna.

Síndromes associadas: Fergunson-Smith, Muir-Torre, Grzyboski e Witten-Zak.

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Dados Epidemiológicos:

É mais comum em homens idosos. (3:1) O subtipo solitário é o mais comum.

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Manifestações Clinicas:

Na literatura, são descritos tipos como o solitário, múltiplo, marginado, gigante, vários subtipos eruptivos, subungueal e confluente.

Em todos os subtipos, o aspecto da lesão é semelhante, caracterizado por pápula ou tumoração, normocrômica, com o centro queratósico.

O crescimento da lesão é rápido e a involução pode ocorrer espontaneamente.

Costumam acometer as áreas foto-expostas (face, região dorsal dos antebraços e das mãos), nos homens, o dorso das mãos é o local mais frequente, nas mulher, são mais frequentes nas pernas.

Já foram descritas lesões em lábio, mucosa oral e região palmoplantar.

A variante subungueal costuma provocar distrofia ungueal e tem sido associado à alteração óssea subjacente.

O queratoacantoma pode surgir sobre um nevo sebáceo.

Síndrome Fergunson-Smith (múltiplos epiteliomas escamosos auto-resolutivos): autossômica dominante, mais comum em homens escoceses, lesões múltiplas (centenas), principalmente em áreas foto-expostas, em pacientes jovens.

Síndrome de Grzybowski: sem predileção por sexo, ocorrem múltiplas lesões eruptivas (centenas a milhares) generalizadas, pode acometer mucosas.

Síndrome de Muir-Torre: história familiar de neoplasia maligna de intestino associado à múltiplas lesões de origem sebácea (adenomas sebáceos, esteatocistomas, etc.) podem apresentar queratoacantomas.

Síndrome de Witten and Zak: múltiplos queratoacantomas de origem familiar, herdados de forma autossômica dominante, além de características das síndromes Grzybowski e Fergunson-Smith.

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Diagnóstico:

Clínico, dermatoscopia e histopatológico.

Dermatoscopia: vasos “em grampo” distribuídos de forma radial, presença de halo branco e crosta central queratinizada.

Histopatológico: tumor endofítico/exofítico em forma de cálice, simétrico, com colarinho e tampão central de queratina.

Epitélio escamoso bem diferenciado com o citoplasma vítreo pálido, baixa atividade mitótica e geralmente basal.

Podem estar presentes microabscessos neutrofílicos no epitélio tumoral.

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Diagnósticos diferenciais:

CEC, CBC, melanoma amelanótico, verrugas, molusco contagioso.

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Tratamento:

Excisão cirúrgica e histopatológico (preferível).

Cirurgia micrográfica de Mohs.

Eletrocoagulação e curetagem.

Retinoides sistêmicos.

Radioterapia.

Injeção intralesional de 5-fluorouracil.

Imiquimod tópico.

Terapia fotodinâmica.

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